FÁBULAS ALUCINADAS

A Princesa Ingingente

Óia! Esse é um daqueles conto qui si passaro a muitos ano atráis, a tantos ano qui inté dói os miôlo só di tentá arrecordá!

Naquela época, im uma terra distanti pra mais di metro, inzistia uma princesa qui o nome era Gertrude. A tar princesa Gertrude vivia pra lá di sozinha numa tar torre di um tar castelo qui tinha praquelas banda. I daqueli módo disgramado ela viveu toda sua disgramada vida porque um disgramado di um dragão num dava trégua nem pra princesa nem pra quarqué cousa qui arriscasse di bota o fucinho pra fora do castelo.

Naquela merma época inzistia um tar príncipi qui morava numa tar cidade qui istava sobi um tar feitiço qui fazia cum qui todo mundo si parecesse mais cum um sapo di tanta verruga i peréba qui surgia pelo corpo. Pra mór di quebrá cum o feitiço i arresorvê di veiz cos pobrema di pele da população, o tar príncipi tinha qui trazê uma princesa danada di boa pra cidade.

O príncipi andava meio borocochô purque num incontrava a muié qui ele quiria im lugar ninhum, isso seim falá im princesa, qui era mais dificir di achá qui dinhero graúdo im borso di mulequi. Ele já tinha ido inté vê uma tar di Branca di Neve, mais incebô as canela i fugiu qui nem um raio quano viu qui a muié tava mais morta qui um pirú im ceia di Natar, i ainda por cima tava dentro di um caxão.

Quano intão o príncipi oviu falá da tar princesa presa na tar torre du tar castelo, foi qui nem um relâmpigo pra sarvá ela, pra mór di trazê ela pra cidade i acaba di uma veiz por todas cum aquela porquera di vida qui eles levavo.

I intão lá si foi o príncipi montado no Quejadinha, seu cavalo, pra vê si tinha jeito di sarvá a princesa daquele dragão dos inferno.

Quano chegô por lá, viu que o abestaiado do animar tava durmino. Intão ele teve a briante indéia di tirá os carçado i i di pé im pé pra socorrê a muié sem acordá o bicho.
Quano ele tava dibáxo da janela da torre, ele chamô a princesa beim baxinho. Mais ela, qui tinha us ovido qui era uns radar, consiguiu inscutá o príncipi e lógo ixcramô:
- Oh! Meu ardacioso príncipi. Ocê mi achô!

I o príncipi arrespondeu:
- Sim, maraviosa princesa! Veim, pula aqui queu ti agárro e vamo botá cêbo nas canela!
Mais a princesa qui era cheia di nove ora i aquelas cousa toda, dissi:
- Não, ardaz príncipi! Primero voismice teim di mi dizê aquelas palavra bunita qui toda a princesa tem qui oví antis di si atirá nos braço do príncipi. Sinão eu não pulu!

O príncipi, qui nunca foi lá muito chegado nos livro di romance, dissi:
- Hãããã, xeuvê... Teus zóio são qui nem dois bizoro zoiando pra mim, tua boca é qui nem dois sarsichão preso pelas ponta, teus cabelo pareci ispagueti cum molh...
- Pára, pára, pára! Ocê num sabe é nada di palavra bunita! Berrô a princesa.
- Ocê é muito ingingente, princesa! Ocê é muito ingingente! Pula di uma veiz antis qui o bicho acórdi! Supricô o príncipi.
- Não, dissi ela, já qui ocê num sabe decramá umas palavra bunita, ocê vai te qui cantá uma música romântica pra mim, sinão eu num pulo, mais neim qui a vaca tussa!

O príncipi, seim opição, começô:
- Pela loonga istraadaa da vidaá, vô correno i não posso paráaaa...
- Pára, pára, pára! Ocê num sabe é nada di música romântica tamém! Bufô a princesa.
- Ocê é muito ingingente, princesa! Ocê é muito ingingente! Pula di uma veiz antis qui o bicho acórdi! Supricô di novo o príncipi.
- Óia, dissi ela, inquanto ocê não fizé argo rearmente romântico pra mim eu não vô pulá daquí! Não vô!
- Mais princesa, dissi o príncipi, é difícir pensa im argo romântico cum esse dragão nos carcanhár! Não seja tão ingingente e pula di uma veiz, por favor!
- Não pulu! Não pulu! Não pulu! Não pulu! Não pulu! Não pulu! Não pulu! Não pulu! Berrava a princesa.

Nessa ora, o dragão, que tamém não era nada bocó, veio correno vê o que qui éra aquela baruiera. Quano viu qui a princesa tava na janela si sacudino feito um bicho, vuô na direção dela i, im uma bocada, devorô a tar da princesa.

O príncipi ficô tão disiludido, mais tão disiludido, qui nem si mecheu. Ficô ali, parado, feito um muerão. Mais o dragão, im veiz di devorá o príncipi tamém, caiu no chão cum uma baita dor di barriga.
- Ocê tamém é muito ingingente, né dragão? Ironizô o príncipi.

Cum pena do bicho, ele levô o dragão pra cidade e cuidô dele. Pra sorti do povo todas as peréba sumiro, por que o feitiço acabava quano uma princesa viesse pra cidade, mermo qui na barriga di um dragão.
Pro príncipi foi mais milhór di bão ainda. Ele acabô si casano cum uma tar di borralhera, que adorava andá cum sapatinho di vidro, qui ele tinha cunhecido im um arrasta pé i si apaixonado.

I todos fôro feliz pra sempri. Cum eceção do dragão qui nunca si recuperô totarmente dos pobrema intestinar.

2 comentários

Magna Eugênia em 3 de maio de 2011 16:38

kkkkkkkkk boa essa viu? vou contar pros meus filhos, viu Rabbit. Mas vem cá... tava na hora do miojo era???? quanta alusão a comida nesse conto. Ainda bem q foi o dragão e não o príncipe né? (nao vou dizer o feito)

ivoneide_farias em 4 de maio de 2011 23:34

MISS --> kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, OXENTE, BICHIM, PENSI NUMA ZISTORA DANADA DE INGRAÇADA, SÔ, ESSE CABA ARRETADO SABI INRCREVER URM NEGOÇU DANADU DE BAUM, MACHO!

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