DESCICLOPEDIANDO CURSOS

OBS: O conteúdo abaixo pode não agradar estudantes deste curso, portanto, se você não tem espírito esportivo não o leia. Se o ler e não gostar.... sei lah... me processe =D.


Turismo


 "Quem faz turismo é o quê? Turista??"
Você sobre o Turismo
"Turismologo Aspirante a Bacharel em Turismo."
Aluno de Turismo, orgulhoso sobre a sua pergunta
"É turista? Está esperando pelo avião? Então relaxa e goza! "
Marta Suplicy sobre o Turismo



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Turismo é o curso do momento nas Faculdades Caça-Níqueis do Seu Patrão, no qual você aprende a grande arte de atrair Turistas para depois matar e arrancar seus órgãos para transplante.


É um dos cursos mais afamados justo porque sempre tem um idiota tão rico quanto o Seu Patrão disposto a passear pelo Brasil, mesmo que seja correndo risco de ser atingido por uma bala nos tiroteios do Rio de Janeiro.


Faculdade de Turismo
As salas do curso de turismo, geralmente estão abarrotadas com pessoas que acham que turismologo é o sujeito que vive passeando por aí, vulgo turista. Acham que por serem formados em turismo, passarão a vida inteira dedicados a viagens espetaculares por todo mundo, mal sabendo eles que o máximo que vão conseguir é um empreguinho de recepcionista em algum hotel de beira de estrada. Os candidatos ao curso de Turismo acreditam piamente que passarão a vida passeando, viajando de avião e conhecendo o mundo. 97% dos candidatos a este curso que assistiram o filme Titanic se surpreenderam quando o navio afundou Mas os estudantes de turismo não devem desanimar, pois sempre existe a possibilidade de descolar uma boquinha como guia turístico em algum ponto Violento do Rio de Janeiro


Mercado de trabalho
Os alunos de turismo não precisam ficar preocupados, pois o número de idiotas que não sabem onde fica nada e nem sabem onde é direita ou esquerda estão em torno de 6 bilhões no mundo e em expansão. Além disso, vale ressaltar que o Cristo Redentor virou uma das maravilhas do mundo, ou seja, o aluno de turismo formado precisa voltar para fazer pós-graduação para aprender a apontar para cima quando uma pessoa perguntar onde fica o Jesus cool. Balcões de informação estão sempre com alunos de turismo neles, pois este é o futuro deles.


Disciplinas do curso
Consiste em ler 1000 lugares para se visitar antes de morrer, o guia de ruas e cidades do Brasil ou outros países, aprender a história do lugar como Cristóvão Colombo partiu da Espanha para achar índias gostosonas, e também ver filmes como O dia depois de amanhã no qual aparecem muitos pontos turísticos a serem aprendidos. Você também aprende (certamente com um mal sucedido e frustrado professor de turismo)a divertir idiotas estrangeiros que acha que você é gay (será que ele não tem razão???) ou uma prostituta (??enfim...)


usa um hotel cinco estrelas ou uma banheira de sauna mas te diz a temperatura ideal quando você se hospedar, para ele o mundo é pequeno pois nunca VIAJOU NUM ÔNIBUS.!


Um Exemplo de passeio turístico


O Artigo acima é obra de uma Ardua pésquisa e colaboração de vários usuários e editores amadores da Desciclopédia ( http://desciclopedia.org <-Todos os direitos reservados). Eu apenas adaptei o Artigo para um padrão que  meus leitores estejam acostumados a acompanhar neste blog.

Apenas um Qualquer, O Relapso

Tornei-me um relapso, um habitante contumaz das terras da negligência, um errante viajante das trilhas da mandriíce.

Perdido entre minhas tarefas reais e imaginárias, isolei meu ser de minhas atividades prazerosas neste mundo virtual. Isso bem pode ser dito desses últimos dias, quando de muito descuido foi vitimado esse blog. Nem mesmo essa gripe que me pegou (certamente não fui eu que a peguei) explicaria tamanha indolência.

Entretanto, meus instintos edificadores impulsionam-me para o retorno às minhas rotinas. E mesmo com os sintomas de uma gripe que nenhum analgésico conseguiria frear, retorno.

Nessas horas é que se vê como os lenços de papel ocupam um lugar de destaque entre as coisas mais preciosas que um ser humano pode possuir. Não fosse por eles, eu estaria nesse exato momento assoando meu irredutível nariz com papéis impróprios para tão encharcante função, coisa que muito provavelmente transformaria a abertura de minhas narinas e meu lábio superior em estruturas horrendamente irritadas e tomadas por feridas oriundas do efeito lixa de tais elementos fibrosos.

Nem gosto de imaginar que fim teria meu dispositivo cheirador se eu recorresse aos lenços de tecido que, antes de serem sedosos e agradáveis ao tato, são mais abrasivos que uma pedra a amolar. Isso certamente deixaria meu rosto de tal forma destruído que as pessoas viriam e me perguntariam quem teria sido o meliante a me surrar.

Pensando bem, não vejo como sustentar uma situação dessa utilizando lenços de tecido. Mesmo que fossem feitos da mais fina seda, teriam que ser lavados. E lavá-los seguramente não seria uma tarefa das mais agradáveis, principalmente para os de estômago fraco. Imagine a delicada estrutura permeada pelo mais repugnante muco que só uma pútrida e irascível gripe poderia fabricar.

Certamente esse lenço seria muito abominável e o lixo seria um lugar de onde muitos se lembrariam antes de lavá-lo. Assim sendo, o lenço de papel tornou-se um grande aliado de nossas caras e de nossos estômagos, firmando-se como um dos principais agentes da felicidade do convalescente moderno.


Macacos me mordam! Esse texto começou com preguiça e acabou banhado em muco. Hoje realmente é um daqueles dias escatológicos para se limpar da memória.

E por falar em limpar, deixe-me procurar meus lenços que a coisa está ficando preta por aqui...

FÁBULAS ALUCINADAS

A Espantosa Vida Do Homem-Borracha

No meio da floresta amazônica, em uma antiga seringueira, nasceu, naquele dia inaudito, o Homem-Borracha. Na época do nascimento ainda era o Bebê-Borracha, é claro, somente tornando-se o Homem-Borracha após ter sido o Garoto-Borracha.

Apesar de ter vivido toda sua emborrachada existência entre árvores e animais da floresta equatorial, nutria um substancial desejo por conhecer a civilização e seus mistérios fabulosos.

Quando completou a maioridade, o Homem-Borracha transformou-se em um pneu e pegou a estrada em busca de seus sonhos na cidade grande.

Mas a vida não foi fácil na cruel cidade. O Homem-Borracha não era um sujeito de muito estudo e mal sabia ler e escrever.
- Mas eu sou muito flexível! - dizia, na tentativa de encantar algum possível empregador.
- Não tenho medo de trabalho e meus horários são muito elásticos! - tentava argumentar ainda.

Tudo em vão. Ninguém queria o Homem-Borracha, pois os derivados do petróleo substituíam-no na absoluta maioria das aplicações e com menos custo. Seus serviços simplesmente não eram mais requisitados.

Sem dinheiro e envergonhado com a idéia de retornar à floresta com uma mão na frente e outra atrás, o Homem-Borracha passou a aceitar qualquer trabalho, por mais indigno e mal pago que fosse.

Trabalhou como borracha de geladeira, mas logo viu que era uma fria e perdeu aquele magnetismo inicial; trabalhou como limpador de pára-brisa, mas seu estômago fraco não suportou o constante vai-e-vem e abandou seu carro na primeira tempestade; trabalhou como borracha escolar perfumada, mas apavorou-se com a idéia de ser roído diariamente pelas crianças e fugiu da escola; e por fim, trabalhou como sola de sapato, mas não se acostumou com os resíduos fecais que se acumulam pelas ruas e desistiu aos vômitos.

Sem esperança de encontrar um trabalho ao qual se adequasse, tornou-se um indigente e, atirado às sarjetas, vivia da generosidade dos conhecidos e das esmolas dos desconhecidos, o que invariavelmente era bem pouco. Aos que passavam, dizia:
- Dá-me um dinheirinho para eu atar! - imaginando como seria bom se pudesse trabalhar em um banco como elástico de dinheiro.

Já sem vigor, sem esperança e enlouquecido pelos anos de miséria e sofrimento, subiu no mais alto prédio da cidade, montou no parapeito, olhou para a rua lá embaixo e disse:
- Se é minha seiva que essa cidade quer, então é minha seiva que ela terá!

E num impulso, atirou-se.

E enquanto caía, veio, como em um mágico filme, a imagem da família a tanto esquecida em sua torturada mente. Sua mãe seringueira trazendo aqueles sais minerais e aquela água fresca das raízes nos dias de inverno. A alegria que era brincar nas folhas e fazer fotossíntese. As brincadeiras de esconde-esconde com seus irmãos e irmãs nos galhos e tronco.

Tudo aquilo com uma cor e um brilho que há muito já tinha esquecido, e naquele momento, naquela velocidade, deu-se conta do grande erro que havia cometido. O vento em seus ouvidos assoviava sua mortal melodia, enquanto o Homem-Borracha desesperava-se com a vida que perderia de tão ignóbil maneira. Em seu coração disse:
- Se me fosse dada outra chance, muito faria de diferente em minha vida.

Mas não podia crer nessa possibilidade. Somente aguardava o impacto iminente no solo que se aproximava cada vez mais rapidamente e lamentava seu amargo fim.

Porém, para absoluta maravilha dos que presenciaram a cena, o Homem-Borracha havia esquecido de sua elástica natureza. Ao colidir com o solo, ele ricocheteou e foi atirado para os ares como uma bola de tênis, e quando abriu os olhos, encontrava-se novamente no alto do prédio, como se nada tivesse acontecido.

Aos prantos pela felicidade da nova chance concedida, retornou para seu verdadeiro lar. Pouco tempo depois, reuniu todos os seus irmãos e irmãs e montou o circo "A Incrível Família-Borracha". E daquele dia em diante, nunca mais um membro de sua família precisou tentar a sorte na civilização. E todos viveram muito felizes com suas novas ocupações artísticas.

É bem verdade que alguns deles ainda teimam em trabalhar para a humanidade em forma de luvas e preservativos, mas são a minoria.

Nota Totalmente Incompreensível De Uma Ausência Totalmente Inexplicável

Fiquei ausente, mas não sem antes deixar de ter sido. Liberei as correntes de minha inconsciência e num furioso ímpeto, cantei pra não dizer que não falei de flores. E acabei falando muito. Sim, de flores. Flor-de-Lis, de farinha, de lótus, da idade, da pele. Flor da juventude.

Mas a juventude leva tempo pra ser falada e entendida, e quando se entende é porque sua primavera já se foi. E vai sem deixar endereço nem telefone. Vai como se vão as flores.

Deixei recados presos na geladeira, mas de tantos que eram, minha geladeira é que ficou presa em meus recados. Um recado pra quem as tem: A luz da geladeira realmente apaga quando se fecha a porta!

E quando uma porta se fecha, sempre acaba por se abrir uma janela. Resta saber onde ficam as janelas das geladeiras.

As da alma ficam nos olhos, e sempre olho pra essas janelas como quem procurasse pela alma. Mas nem sempre há luz lá dentro. Talvez se devesse tentar abrir alguma porta. Eu não sei.

Mas sei que saí por aí pra encontrar algo que não pode ser encontrado por aí. Saí e já voltei, pois o bom filho à casa torna. E se entorna o caldo, ao menos não transtorna o que de outra forma seria um transtorno.

Giro nesse mundo como quem gira em um torno, e nesse torno me transformo. A cada volta uma revolução e minha forma mais parecida com o plano que escolhi, mesmo sem tê-lo feito.

Mas as escolhas são assim, conscientes e inconscientes. Se não escolhemos, escolhemos por deixar de escolher, e nossa escolha é feita da mesma forma.

Mas se escolho, escolho por colher os frutos de minha escolha, se um dia ela der frutos. Se não os der, não deu. E se não deu, fica a Deus dará, e iremos nos queixar pro bispo.

E que assim seja. Mas se não for, ao menos se forceja.

ps: Se o artigo acima tiver alguma semelhança com mais um pedido de desculpas ao leitor por ter ficado tanto tempo ausente do blog, pode não ser mera coincidência... =S
 
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