Nota Totalmente Incompreensível De Uma Ausência Totalmente Inexplicável

Fiquei ausente, mas não sem antes deixar de ter sido. Liberei as correntes de minha inconsciência e num furioso ímpeto, cantei pra não dizer que não falei de flores. E acabei falando muito. Sim, de flores. Flor-de-Lis, de farinha, de lótus, da idade, da pele. Flor da juventude.

Mas a juventude leva tempo pra ser falada e entendida, e quando se entende é porque sua primavera já se foi. E vai sem deixar endereço nem telefone. Vai como se vão as flores.

Deixei recados presos na geladeira, mas de tantos que eram, minha geladeira é que ficou presa em meus recados. Um recado pra quem as tem: A luz da geladeira realmente apaga quando se fecha a porta!

E quando uma porta se fecha, sempre acaba por se abrir uma janela. Resta saber onde ficam as janelas das geladeiras.

As da alma ficam nos olhos, e sempre olho pra essas janelas como quem procurasse pela alma. Mas nem sempre há luz lá dentro. Talvez se devesse tentar abrir alguma porta. Eu não sei.

Mas sei que saí por aí pra encontrar algo que não pode ser encontrado por aí. Saí e já voltei, pois o bom filho à casa torna. E se entorna o caldo, ao menos não transtorna o que de outra forma seria um transtorno.

Giro nesse mundo como quem gira em um torno, e nesse torno me transformo. A cada volta uma revolução e minha forma mais parecida com o plano que escolhi, mesmo sem tê-lo feito.

Mas as escolhas são assim, conscientes e inconscientes. Se não escolhemos, escolhemos por deixar de escolher, e nossa escolha é feita da mesma forma.

Mas se escolho, escolho por colher os frutos de minha escolha, se um dia ela der frutos. Se não os der, não deu. E se não deu, fica a Deus dará, e iremos nos queixar pro bispo.

E que assim seja. Mas se não for, ao menos se forceja.

ps: Se o artigo acima tiver alguma semelhança com mais um pedido de desculpas ao leitor por ter ficado tanto tempo ausente do blog, pode não ser mera coincidência... =S

Problemas? Palma, palma, não priemos cânico.











Já que o novo layout pegou vocês de surpresa e agente também, ele pode conter alguns errinhos de linkagens incorretas, alguns problemas de visualização, nada muito grave. Estaremos consertando o mais rápido possível, pois queremos que nossos leitores ainda permaneçam no blog para ler as coisas doidas que postamos por aqui, qualquer problema você pode nos avisar enviando um e-mail para contato_apenasumqualquer@yahoo.com  que resolveremos o quanto antes. E para aqueles que estão com problema de visualização do site, eu já coloquei um aviso lá em baixo informando que o site é melhor visualizado em um monitor Widescreen. Até mais!!

RESPEITÁVEIS LEITORES!!!!!


É com imenso prazer que trago para vocês o Lançamento do mais novo Template do Blog "Apenas um Qualquer"!!!!. Logo de cara devo pedir desculpas pela cansativa demora na atualização do blog. Ocorreu que eu (quem escreve os artigos) estive envolvido em várias atividades* que me desviaram do blog, atividades essas que serão relatadas nos artigos do blog daquela forma bem divertida que vocês leitores gostam.
Gostaria de agradecer a meu amigo Mizael*, que é agora oficialmente administrador do blog, por ter me dado aquela força para que eu continuasse com o blog e, a vocês leitores que, sem os mesmos não teria a menor graça postar nada aqui.
Agora sem mais enrolar, fiquem a vontade para explorar os mais novos recursos do blog e também ler o mais novo artigo postado hoje (o capítulo VII da história de Apenas um Qualquer). BOA LEITURA!

*Acordar ao Meio dia; Almoçar e dormir o soninho da tarde, Dar um volta na praça a Noite =S


*Conhecido pelos amigos como "Cabecinha". Mizael já ajudava a manter o blog de forma indireta, porém agora depois das voltas na praça à noite citadas logo acima, conversamos e trabalhamos para deixar o blog ainda melhor. (ou achou que era so vagabundando mesmo?) hehehehehe 

A história de Apenas um Qualquer. Capítulo VII

Uma Noite Alucinante

Um dia, em meados de minha média infância*, assistindo a um filme na televisão com meu pai, deparei-me com a criatura mais apavorante que meus infantis olhos haviam presenciado até então: Nosferatu.
Existem pessoas que necessitam desesperadamente do fluir da adrenalina em suas veias para que consigam sentir a vida em seus corpos. Dessa forma, expõem-se conscientemente a toda sorte de aventuras físicas e desafios atléticos na esperança de amenizarem suas aflitivas carências psico-químicas. No meu caso, basta-me um susto.

Ver aquela medonha entidade arrastando-se pelas trevas e alimentando-se do sangue das indefesas vítimas que cruzavam seu caminho liberou mais adrenalina em minha corrente sanguínea do que eu poderia processar em um ano.

Descobri, ao olhar tão horrendo filme, que se dependesse de minha necessidade adrenalínica jamais existiriam quaisquer esportes radicais e muitos outros nem tão radicais. Basta-me a violência de um jogo de xadrez e a brutalidade de uma partida de dominó para que sinta o completo ardor da existência em meu ser.

Acabado o filme, fui direto para minha cama. Entretanto, não houve maneira de fechar os olhos e dormir. Como apenas um qualquer, via em cada sombra e em cada ruído a presença do abominável vampiro esmerando-se por sugar-me o precioso fluido arterial. Durante o passar das horas fiquei em minha alucinada vigília observando todos os cantos de meu quarto à procura de algum movimento suspeito, de alguma fumacinha ou vapor que denunciasse a presença da bizarra entidade.

De tempos em tempos, estalos no forro e no teto faziam meu coração bater tão medonhamente forte a ponto de fazer com que eu me assustasse com ele também. Hoje sei que era somente efeito da dilatação térmica dos materiais que, ao passar da noite, fazia com que os elementos roçassem uns nos outros produzindo aqueles assustadores estouros, mas tente dizer isso a uma criança que acabou de assistir Nosferatu na televisão. Aquela noite foi, sem dúvida, a mais longa noite de minha vida até então.

Quando as forças já abandonavam meu corpo e as pálpebras pareciam feitas de chumbo, o desespero tomou conta de minha mente. Estaria o maligno sugador somente esperando este momento para dar seu bote final? Como faria para escapar de tão trágico fim?

Exausto e sem nenhuma perspectiva de vitória sobre a criatura, já estava quase me rendendo quando, para minha arrebatadora felicidade, o despertador tocou. Eram seis e meia! Estava salvo! Iria para a escola e nenhum vampiro iria atacar-me na iluminada manhã daquele radiante dia. Foi o dia mais extenuante que já havia experimentado. As horas de sono que o extraordinário temor me havia roubado cobravam seu preço transformando-me em um zumbi.

Quando a noite chegou, dirigi-me à minha cama e, como um autômato, atirei-me nela como se atingido por um dardo tranqüilizante. Quanto ao Nosferatu, apesar de ainda estar imerso no medo, queria mais que ele se lixasse. Preferia ter meu sangue sugado a passar outro dia como aquele.

Nada como uma boa canseira para abalar um mito.


*Divido minha infância em baixa (0-3 anos), média (4-7 anos), alta (8-11 anos) e altíssima (12 anos em diante), para fins de enquadramento histórico.
 
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